Caros
amigos leitores do MUNDO CONTEMPORÂNEO,
Há
muito tempo, para não dizer, há muitas décadas, vinhamos querendo
a realização da Copa do Mundo de futebol em nosso país, já que,
apenas a sediamos uma única vez, e como disse o “outro”, no
tempo em que ainda se amarrava cachorro com linguiça.
Há sete
anos, isso mesmo caro leitor, há sete anos fomos escolhidos para
sedear a Copa do Mundo de 2014. Desde então, houve de quase todo o
Brasil, citando um trecho da música da Copa de 1970, houve uma
corrente pra frente, num clime de euforia pela escolha do nosso país
em sediar o evento. É claro que não foi unânime essa corrente de
euforia. Alguns achavam que nosso país necessitava de mais
investimento na área social, o que eu e você também achamos,
porém, não foi feito, por essas pessoas, nenhum tipo de movimento,
a exemplo dos que vem ocorrendo hoje nas cidades de nosso país,
naquele momento, pois, aquela seria a hora e a época certa para
protestar contra a realização da Copa do Mundo, aqui no Brasil.
A
principal reclamação, quanto a realização do campeonato mundial
de futebol, é o gasto público com a construção e reforma dos
estádios. Quem de nós, pobres mortais brasileiros, não imaginava que, mais cedo ou mais tarde, seria utilizado dinheiro público, para
a realização Copa do Mundo? É um absurdo imaginar que o Brasil
mudou de uma hora para outra. Agora, entram em cena os oportunistas
de plantão, se auto intitulando cidadãos e falando de democracia.
Com ou sem dinheiro público os estádios já foram ou estão sendo
reformados e construídos. Mesmo que quiséssemos colocar abaixo
todas as arenas que estão prontas, não conseguiríamos de volta o
investimento realizado.
Fomos,
ao longo do tempo, chamados de “povo hospitaleiro”. Somos
considerados um dos povos mais acolhedores. Porém, querem nos
arrancar essa qualidade. Mesmo que nunca tivéssemos recebido esse
adjetivo, teríamos a obrigação e o dever de receber qualquer nação
bem, pois, nos meus trinta e sete anos de vida, nunca ouvi falar que
fomos mal recebidos em qualquer país do mundo, seja qual fosse a
competição esportiva.
Se
queremos um país melhor, com educação de qualidade, com saúde,
segurança, transporte, etc, “padrão FIFA”, temos que tratar
bem os turistas que virão para a Copa do Mundo, pois eles são, a
curto prazo, a única garantia de retorno dos gastos com esse evento.
O
futebol faz parte da nossa cultura. Ele é um dos símbolos dessa
nação. Pode não ser a coisa mais importante, e eu concordo com
isso, mas é uma das poucas coisas na vida dos brasileiros onde todos
se igualam, principalmente quando se trata de seleção brasileira.
Por
isso, no último domingo, os deuses do futebol, mais uma vez, olharam
para esse povo, trabalhador, honesto, que tem problemas, que enfrenta
a injustiça daqueles que deveriam ser seus representantes, que está
todo dia na luta, acordando cedo, pegando vários transportes de má
qualidade, com tarifas injustas, enfrentado congestionamento,
chegando em casa tarde. Mais que uma vitória da seleção brasileira
em cima da Espanha, foi uma vitória do bom senso sobre os
oportunistas de plantão que se dizem cidadãos, que colocam, em risco, a vida do
verdadeiro povo brasileiro, o trabalhador.