terça-feira, 29 de outubro de 2013

E a intolerância continua

Mais uma vez, aliás, nos últimos meses tem sido assim, nos deparamos com uma grandiosa e vergonhosa intolerância em nosso país. Em tempos de crescimento econômico, o Brasil se tornou um verdadeiro lamaçal de desrespeito e anarquia.
Há mais ou menos três meses vivemos uma onda de movimentos que se diziam em prol da melhoria de vários setores da sociedade. O que de início pareceu ser uma coisa boa, se tornou, imediatamente, em um mar de brutalidade, marginalidade, covardia, anarquia e selvageria.
Nesse final de semana, mais uma vez, após o assassinato de um jovem, que diga-se de passagem, novamente cometido por uma polícia despreparada, vândalos tomaram as ruas da cidade de São Paulo e, ao vivo pela tv, nós, brasileiros, assistimos a um verdadeiro descaso com a ordem e a moral. Tocaram fogo e sequestraram ônibus e caminhões. Porém, o que me deixou mais atônito foi a parcialidade com que o governo do estado de São Paulo agiu. Sim, parcialidade. Ao não tomar uma decisão forte, que inibisse os arruaceiros e assim desse uma satisfação a todos que assistiam, ao vivo, aquela imoralidade, o senhor Governador Geraldo Alkimin foi parcial, tomando partido por aqueles que eram responsáveis pela desordem e arruaça.
Temos que dá um basta nisso. Não podemos mais ficar, de forma irresponsável, falando nos meios de comunicação que somos a favor de protestos, até porque, ainda não sabemos fazer um protesto de verdade. Precisamos praticar a verdadeira democracia que só pode existir através do diálogo, do entendimento e da tolerância.

terça-feira, 2 de julho de 2013

A COPA DO MUNDO É NOSSA

Caros amigos leitores do MUNDO CONTEMPORÂNEO,

Há muito tempo, para não dizer, há muitas décadas, vinhamos querendo a realização da Copa do Mundo de futebol em nosso país, já que, apenas a sediamos uma única vez, e como disse o “outro”, no tempo em que ainda se amarrava cachorro com linguiça.
Há sete anos, isso mesmo caro leitor, há sete anos fomos escolhidos para sedear a Copa do Mundo de 2014. Desde então, houve de quase todo o Brasil, citando um trecho da música da Copa de 1970, houve uma corrente pra frente, num clime de euforia pela escolha do nosso país em sediar o evento. É claro que não foi unânime essa corrente de euforia. Alguns achavam que nosso país necessitava de mais investimento na área social, o que eu e você também achamos, porém, não foi feito, por essas pessoas, nenhum tipo de movimento, a exemplo dos que vem ocorrendo hoje nas cidades de nosso país, naquele momento, pois, aquela seria a hora e a época certa para protestar contra a realização da Copa do Mundo, aqui no Brasil.
A principal reclamação, quanto a realização do campeonato mundial de futebol, é o gasto público com a construção e reforma dos estádios. Quem de nós, pobres mortais brasileiros, não imaginava que, mais cedo ou mais tarde, seria utilizado dinheiro público, para a realização Copa do Mundo? É um absurdo imaginar que o Brasil mudou de uma hora para outra. Agora, entram em cena os oportunistas de plantão, se auto intitulando cidadãos e falando de democracia. Com ou sem dinheiro público os estádios já foram ou estão sendo reformados e construídos. Mesmo que quiséssemos colocar abaixo todas as arenas que estão prontas, não conseguiríamos de volta o investimento realizado.
Fomos, ao longo do tempo, chamados de “povo hospitaleiro”. Somos considerados um dos povos mais acolhedores. Porém, querem nos arrancar essa qualidade. Mesmo que nunca tivéssemos recebido esse adjetivo, teríamos a obrigação e o dever de receber qualquer nação bem, pois, nos meus trinta e sete anos de vida, nunca ouvi falar que fomos mal recebidos em qualquer país do mundo, seja qual fosse a competição esportiva.
Se queremos um país melhor, com educação de qualidade, com saúde, segurança, transporte, etc, “padrão FIFA”, temos que tratar bem os turistas que virão para a Copa do Mundo, pois eles são, a curto prazo, a única garantia de retorno dos gastos com esse evento.
O futebol faz parte da nossa cultura. Ele é um dos símbolos dessa nação. Pode não ser a coisa mais importante, e eu concordo com isso, mas é uma das poucas coisas na vida dos brasileiros onde todos se igualam, principalmente quando se trata de seleção brasileira.

Por isso, no último domingo, os deuses do futebol, mais uma vez, olharam para esse povo, trabalhador, honesto, que tem problemas, que enfrenta a injustiça daqueles que deveriam ser seus representantes, que está todo dia na luta, acordando cedo, pegando vários transportes de má qualidade, com tarifas injustas, enfrentado congestionamento, chegando em casa tarde. Mais que uma vitória da seleção brasileira em cima da Espanha, foi uma vitória do bom senso sobre os oportunistas de plantão que se dizem cidadãos, que colocam, em risco, a vida do verdadeiro povo brasileiro, o trabalhador.  

terça-feira, 25 de junho de 2013

De Saco Cheio

Caros amigos leitores do MUNDO CONTEMPORÂNEO, já não tenho mais paciência e nem saco para ligar a TV em um programa jornalístico ou em programas de entrevistas, aliás, já não tenho nem saco de ligar a TV e assistir, se quer, um programa infantil.
Há pelo menos duas semanas só o que vemos e ouvimos são notícias de pessoas nas ruas, protestando ou reivindicando, e por mais que digam que a pauta das manifestações é extensa, para mim são sempre os mesmos assuntos. Más governantes, valor da passagem do transporte público, corrupção, PEC 37, educação, saúde e segurança de péssima qualidade, entre outros, até os gastos públicos com a contrução e reforma de estádios para a Copa do Mundo, é motivo para reclamações. Porém, o que me deixa mais triste e revoltado em tudo isso é a intolerância, principalmente daqueles que se dizem a favor dos protestos passivos. É, é isso mesmo. Perdemos o bom senso. Sei que você deve tá me achando louco, ou, pelo menos tá me chamando de ditador. Espero que essa não seja sua opinião, nem muito menos, que essa seja seu ponto de vista em relação a mim.
Temos visto, insistentemente, e amarguradamente, pelos meios de comunicação, notícias de baderneiros, violência, quebra-quebra, arrombamentos, depredação de bens públicos e privados. Sabemos que a responsabilidade desses atos é de uma minoria infiltrada, porém, atribuo todas essas infrações na conta, principalmente, dos que se dizem líderes desses movimentos. Entra aqui a parte da intolerância. Mesmo sabendo que os baderneiros estavam infiltrados nas passeatas, nada foi feito pelos líderes para que eles fossem impedidos de causar tanta destruição e violência. Nenhum desses “líderes” teve a sensatez e a sensibilidade de ver e perceber que, se não podiam fazer nada, pois, alguns diziam que tentaram parar esses desordeiros, mas, que os mesmos ameaçavam mais violência, deveriam ter suspendidos os protestos até terem achado uma maneira de identificar esses vândalos, para poder, só depois, convocados novos protestos.
Dia após dia, com os atos de selvageria se agravando, os líderes de protestos “passivos”, foram intolerantes com Brasil e tolerante com aqueles que praticaram e incentivaram a violência. Ninguém pensou no próximo. Cansamos de ver muitos cidadãos, que vinham de seu trabalho, serem submetidos a situações constrangedoras e de extremo perigo no meio do trânsito. Falou-se muito de democracia, de liberdade, mas as pessoas eram, de uma certa forma, obrigados a participar. Sei que muitas pessoas, inclusive você que está lendo esse meu artigo, devem está me criticando. Ótimo, você tem todo direito, pois vivemos numa democracia. Por isso, saiba que também tenho o direito de ter me decepcionado com os rumos dessas manifestações. 
Fica aqui o meu apoio a democracia, mas também, fica aqui o meu repúdio a intolerância. Cidadania se faz com consciência, respeito, propósitos e ideologia, não com imposições, demagogias e desrespeito. Lembrem-se disso. Lembrem-se, que o nosso maior protesto é feito no mais absoluto silêncio. É na urna que gritaremos com mais força, com mais intensidade.

terça-feira, 18 de junho de 2013

O que devemos protestar?

Na noite desta segunda feira (17 de junho de 2013), em várias cidades de nosso país, foram realizados vários protestos. Em algumas cidades se protestava sobre o aumento da tarifa de transporte público, em outras, a insatisfação com alguns governantes. A inflação, também foi alvo de protestos em algumas cidades, um fantasma que nós brasileiros tão bem conhecemos, principalmente quem vivenciou a década de 1980.
Em algumas outras cidades, manisfestantes foram as ruas apenas pelo simples prazer de apoiar protesto realizados em outras cidades.
O que deveria ser uma caminhada em prol de direitos, a partir de um certo momento passou a ser um ato de extrema selvageria. No Rio de Janeiro, baderneiros infiltrados no meio da passeata, começaram a apedrejar, pichar, tocar fogo, atirando coquetel molotofe, na assembléia legislativa carioca.
No sexto dia de "protestos" (18 de junho de 2013), vários foram os registros de depredação, roubo, arrombamento, desrespeito e falta do bom senso. Sabemos que tudo isso é obra de uma minoria infiltrada, porém, eles só são visíveis porque o grande grupo, de uma certa forma, é compassivo com a situação a qual essa minoria impõe.
Democracia, mais do que manifestações e protestos, se faz com conhecimento de causa, e isso, só tem quem procura. Mais do que ir as ruas é preciso se manter informado sobre o que os nossos representantes fazem quando estão no poder. É preciso ir a uma seção do legislativo seja na Câmara de Vereadores, na Assembléia Legislativa, ou até no Congresso Nacional. Precisamos saber se eles estão, realmente, nos representando, se estão, realmente, votando em projetos em prol do povo. Lembremos todos que, 2014 é mais do que ano de Copa do Mundo. 2014 é o ano e o momento de fazer o VERDADEIRO PROTESTO. É nas urnas que DESPERTAREMOS o GIGANTE.