Mais uma vez, aliás, nos últimos meses tem sido assim, nos deparamos com uma grandiosa e vergonhosa intolerância em nosso país. Em tempos de crescimento econômico, o Brasil se tornou um verdadeiro lamaçal de desrespeito e anarquia.
Há mais ou menos três meses vivemos uma onda de movimentos que se diziam em prol da melhoria de vários setores da sociedade. O que de início pareceu ser uma coisa boa, se tornou, imediatamente, em um mar de brutalidade, marginalidade, covardia, anarquia e selvageria.
Nesse final de semana, mais uma vez, após o assassinato de um jovem, que diga-se de passagem, novamente cometido por uma polícia despreparada, vândalos tomaram as ruas da cidade de São Paulo e, ao vivo pela tv, nós, brasileiros, assistimos a um verdadeiro descaso com a ordem e a moral. Tocaram fogo e sequestraram ônibus e caminhões. Porém, o que me deixou mais atônito foi a parcialidade com que o governo do estado de São Paulo agiu. Sim, parcialidade. Ao não tomar uma decisão forte, que inibisse os arruaceiros e assim desse uma satisfação a todos que assistiam, ao vivo, aquela imoralidade, o senhor Governador Geraldo Alkimin foi parcial, tomando partido por aqueles que eram responsáveis pela desordem e arruaça.
Temos que dá um basta nisso. Não podemos mais ficar, de forma irresponsável, falando nos meios de comunicação que somos a favor de protestos, até porque, ainda não sabemos fazer um protesto de verdade. Precisamos praticar a verdadeira democracia que só pode existir através do diálogo, do entendimento e da tolerância.
terça-feira, 29 de outubro de 2013
terça-feira, 2 de julho de 2013
A COPA DO MUNDO É NOSSA
Caros
amigos leitores do MUNDO CONTEMPORÂNEO,
Há
muito tempo, para não dizer, há muitas décadas, vinhamos querendo
a realização da Copa do Mundo de futebol em nosso país, já que,
apenas a sediamos uma única vez, e como disse o “outro”, no
tempo em que ainda se amarrava cachorro com linguiça.
Há sete
anos, isso mesmo caro leitor, há sete anos fomos escolhidos para
sedear a Copa do Mundo de 2014. Desde então, houve de quase todo o
Brasil, citando um trecho da música da Copa de 1970, houve uma
corrente pra frente, num clime de euforia pela escolha do nosso país
em sediar o evento. É claro que não foi unânime essa corrente de
euforia. Alguns achavam que nosso país necessitava de mais
investimento na área social, o que eu e você também achamos,
porém, não foi feito, por essas pessoas, nenhum tipo de movimento,
a exemplo dos que vem ocorrendo hoje nas cidades de nosso país,
naquele momento, pois, aquela seria a hora e a época certa para
protestar contra a realização da Copa do Mundo, aqui no Brasil.
A
principal reclamação, quanto a realização do campeonato mundial
de futebol, é o gasto público com a construção e reforma dos
estádios. Quem de nós, pobres mortais brasileiros, não imaginava que, mais cedo ou mais tarde, seria utilizado dinheiro público, para
a realização Copa do Mundo? É um absurdo imaginar que o Brasil
mudou de uma hora para outra. Agora, entram em cena os oportunistas
de plantão, se auto intitulando cidadãos e falando de democracia.
Com ou sem dinheiro público os estádios já foram ou estão sendo
reformados e construídos. Mesmo que quiséssemos colocar abaixo
todas as arenas que estão prontas, não conseguiríamos de volta o
investimento realizado.
Fomos,
ao longo do tempo, chamados de “povo hospitaleiro”. Somos
considerados um dos povos mais acolhedores. Porém, querem nos
arrancar essa qualidade. Mesmo que nunca tivéssemos recebido esse
adjetivo, teríamos a obrigação e o dever de receber qualquer nação
bem, pois, nos meus trinta e sete anos de vida, nunca ouvi falar que
fomos mal recebidos em qualquer país do mundo, seja qual fosse a
competição esportiva.
Se
queremos um país melhor, com educação de qualidade, com saúde,
segurança, transporte, etc, “padrão FIFA”, temos que tratar
bem os turistas que virão para a Copa do Mundo, pois eles são, a
curto prazo, a única garantia de retorno dos gastos com esse evento.
O
futebol faz parte da nossa cultura. Ele é um dos símbolos dessa
nação. Pode não ser a coisa mais importante, e eu concordo com
isso, mas é uma das poucas coisas na vida dos brasileiros onde todos
se igualam, principalmente quando se trata de seleção brasileira.
Por
isso, no último domingo, os deuses do futebol, mais uma vez, olharam
para esse povo, trabalhador, honesto, que tem problemas, que enfrenta
a injustiça daqueles que deveriam ser seus representantes, que está
todo dia na luta, acordando cedo, pegando vários transportes de má
qualidade, com tarifas injustas, enfrentado congestionamento,
chegando em casa tarde. Mais que uma vitória da seleção brasileira
em cima da Espanha, foi uma vitória do bom senso sobre os
oportunistas de plantão que se dizem cidadãos, que colocam, em risco, a vida do
verdadeiro povo brasileiro, o trabalhador.
terça-feira, 25 de junho de 2013
De Saco Cheio
Caros
amigos leitores do MUNDO CONTEMPORÂNEO, já não tenho mais
paciência e nem saco para ligar a TV em um programa jornalístico ou
em programas de entrevistas, aliás, já não tenho nem saco de ligar
a TV e assistir, se quer, um programa infantil.
Há pelo
menos duas semanas só o que vemos e ouvimos são notícias de
pessoas nas ruas, protestando ou reivindicando, e por mais que digam
que a pauta das manifestações é extensa, para mim são sempre os
mesmos assuntos. Más governantes, valor da passagem do transporte
público, corrupção, PEC 37, educação, saúde e segurança de
péssima qualidade, entre outros, até os gastos públicos com a
contrução e reforma de estádios para a Copa do Mundo, é motivo
para reclamações. Porém, o que me deixa mais triste e revoltado em
tudo isso é a intolerância, principalmente daqueles que se dizem a
favor dos protestos passivos. É, é isso mesmo. Perdemos o bom
senso. Sei que você deve tá me achando louco, ou, pelo menos tá me
chamando de ditador. Espero que essa não seja sua opinião, nem
muito menos, que essa seja seu ponto de vista em relação a mim.
Temos
visto, insistentemente, e amarguradamente, pelos meios de
comunicação, notícias de baderneiros, violência, quebra-quebra,
arrombamentos, depredação de bens públicos e privados. Sabemos que
a responsabilidade desses atos é de uma minoria infiltrada, porém,
atribuo todas essas infrações na conta, principalmente, dos que se
dizem líderes desses movimentos. Entra aqui a parte da intolerância.
Mesmo sabendo que os baderneiros estavam infiltrados nas passeatas,
nada foi feito pelos líderes para que eles fossem impedidos de
causar tanta destruição e violência. Nenhum desses “líderes”
teve a sensatez e a sensibilidade de ver e perceber que, se não
podiam fazer nada, pois, alguns diziam que tentaram parar esses
desordeiros, mas, que os mesmos ameaçavam mais violência, deveriam
ter suspendidos os protestos até terem achado uma maneira de
identificar esses vândalos, para poder, só depois, convocados novos
protestos.
Dia após dia, com os atos de selvageria se agravando, os
líderes de protestos “passivos”, foram intolerantes com Brasil e
tolerante com aqueles que praticaram e incentivaram a violência.
Ninguém pensou no próximo. Cansamos de ver muitos cidadãos, que
vinham de seu trabalho, serem submetidos a situações
constrangedoras e de extremo perigo no meio do trânsito. Falou-se
muito de democracia, de liberdade, mas as pessoas eram, de uma certa
forma, obrigados a participar. Sei que muitas pessoas, inclusive você
que está lendo esse meu artigo, devem está me criticando. Ótimo,
você tem todo direito, pois vivemos numa democracia. Por isso, saiba
que também tenho o direito de ter me decepcionado com os rumos
dessas manifestações.
Fica aqui o meu apoio a democracia, mas
também, fica aqui o meu repúdio a intolerância. Cidadania se faz
com consciência, respeito, propósitos e ideologia, não com
imposições, demagogias e desrespeito. Lembrem-se disso. Lembrem-se,
que o nosso maior protesto é feito no mais absoluto silêncio. É na
urna que gritaremos com mais força, com mais intensidade.
terça-feira, 18 de junho de 2013
O que devemos protestar?
Na noite desta segunda feira (17 de junho de 2013), em várias cidades de nosso país, foram realizados vários protestos. Em algumas cidades se protestava sobre o aumento da tarifa de transporte público, em outras, a insatisfação com alguns governantes. A inflação, também foi alvo de protestos em algumas cidades, um fantasma que nós brasileiros tão bem conhecemos, principalmente quem vivenciou a década de 1980.
Em algumas outras cidades, manisfestantes foram as ruas apenas pelo simples prazer de apoiar protesto realizados em outras cidades.
O que deveria ser uma caminhada em prol de direitos, a partir de um certo momento passou a ser um ato de extrema selvageria. No Rio de Janeiro, baderneiros infiltrados no meio da passeata, começaram a apedrejar, pichar, tocar fogo, atirando coquetel molotofe, na assembléia legislativa carioca.
No sexto dia de "protestos" (18 de junho de 2013), vários foram os registros de depredação, roubo, arrombamento, desrespeito e falta do bom senso. Sabemos que tudo isso é obra de uma minoria infiltrada, porém, eles só são visíveis porque o grande grupo, de uma certa forma, é compassivo com a situação a qual essa minoria impõe.
Democracia, mais do que manifestações e protestos, se faz com conhecimento de causa, e isso, só tem quem procura. Mais do que ir as ruas é preciso se manter informado sobre o que os nossos representantes fazem quando estão no poder. É preciso ir a uma seção do legislativo seja na Câmara de Vereadores, na Assembléia Legislativa, ou até no Congresso Nacional. Precisamos saber se eles estão, realmente, nos representando, se estão, realmente, votando em projetos em prol do povo. Lembremos todos que, 2014 é mais do que ano de Copa do Mundo. 2014 é o ano e o momento de fazer o VERDADEIRO PROTESTO. É nas urnas que DESPERTAREMOS o GIGANTE.
Em algumas outras cidades, manisfestantes foram as ruas apenas pelo simples prazer de apoiar protesto realizados em outras cidades.
O que deveria ser uma caminhada em prol de direitos, a partir de um certo momento passou a ser um ato de extrema selvageria. No Rio de Janeiro, baderneiros infiltrados no meio da passeata, começaram a apedrejar, pichar, tocar fogo, atirando coquetel molotofe, na assembléia legislativa carioca.
No sexto dia de "protestos" (18 de junho de 2013), vários foram os registros de depredação, roubo, arrombamento, desrespeito e falta do bom senso. Sabemos que tudo isso é obra de uma minoria infiltrada, porém, eles só são visíveis porque o grande grupo, de uma certa forma, é compassivo com a situação a qual essa minoria impõe.
Democracia, mais do que manifestações e protestos, se faz com conhecimento de causa, e isso, só tem quem procura. Mais do que ir as ruas é preciso se manter informado sobre o que os nossos representantes fazem quando estão no poder. É preciso ir a uma seção do legislativo seja na Câmara de Vereadores, na Assembléia Legislativa, ou até no Congresso Nacional. Precisamos saber se eles estão, realmente, nos representando, se estão, realmente, votando em projetos em prol do povo. Lembremos todos que, 2014 é mais do que ano de Copa do Mundo. 2014 é o ano e o momento de fazer o VERDADEIRO PROTESTO. É nas urnas que DESPERTAREMOS o GIGANTE.
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