quinta-feira, 24 de março de 2016

Precisamos ser Protagonistas

Caros amigos leitores do MUNDO CONTEMPORÂNEO,

Depois de um ano inteiro, depois de passar 2015 sem publicar nada em nosso blog, porque, achava eu, que não valia mais apena gastar tempo escrevendo textos e discutindo assuntos que as pessoas não estavam a fim de fazê-los, resolvi, depois de ver o descaso dos políticos com o povo brasileiro, escrever mais este artigo. Confesso que não sei dizer se será o último ou não. Em todo caso peço a todos que leiam com atenção e reflitam sobre o assunto.
Como pessoas civilizadas, temos que manter, acima de tudo, uma imparcialidade sobre qualquer questão, seja ela de cunho religioso, cultural, político etc., o que não podemos é ser intolerante com coisas que nos comprometam como cidadãos. Fazer isso é ser compassivo com o que acontece de errado. 
Há dois anos vem sendo investigado um caso de corrupção na PETROBRÁS, a qual foi intitulada de LAVA JATO, e que envolve políticos, ex políticos, empresários e funcionários públicos. Pessoas, antes desconhecidas do grande público, se tornaram personagens importantes de uma verdadeira trama, típica de um bom filme de máfia hollywoodiano. Por outro lado, velhos conhecidos do povo brasileiro, de situações no mínimo nebulosa, protagonizam mais uma história macabra da política no Brasil. A cada dia que se passa novas cenas de terror vão surgindo e mostrando para o Brasil, que tudo isso é apenas a ponta do iceberg.
E o povo brasileiro, e nós, como ficamos e onde ficamos? Aonde nos encaixamos nisso tudo? Será que continuaremos sendo meros expectadores de tudo que está acontecendo?
Eu, na minha insignificância diante de todos esses personagens citados, sou um defensor da democracia, como você, meu amigo e minha amiga leitora também é. Somos contra golpes, falcatruas, roubalheiras, mentiras e tudo que possa nos fazer parecer mais bobos do que já nos fazem sentir ser.
Ninguém é mais do que ninguém, ninguém está acima da lei. Todo mundo pode ser investigado, todo mundo pode e deve ser condenado ou punido por algo que fez ou está fazendo de errado, se comprovado culpa ou envolvimento. Não é porque fiz algo de bom que eu possa enganar e cometer qualquer crime. O bom capitão é responsável por sua tropa, e ela não pode, jamais, voltar sem seu comandante, antes, tem que protegê-lo. O último a pular de um navio a deriva é seu capitão. Por tanto, se o comandante não souber o que se passa com sua tropa ou em seu navio, ele não merece usar esse título.
Como cidadãos brasileiros, que pagamos nossos impostos, que cumprimos, rigorosamente nossos deveres, temos que ser protagonistas da História que hora está sendo tecida. Não podemos deixar, mais uma vez, que a impunidade seja chamada ou confundida com justiça. Temos que parar com esse pensamento insano de militantes de bandeiras e siglas. A nossa bandeira é verde, amarela, azul e branca, com uma frase que nos orgulha de sermos filho dessa nação e nos diz muito do que somos.

Antes de sermos Lulas, Fernandos, Dilmas ou Aécios, precisamos ser mais Moros. Se não o podemos ser como ele é no seu dia-a-dia, que o sejamos nas ruas. Vamos gritar nas avenidas, nas praças, nas esquinas de nossas cidades que podemos e devemos ser ouvidos, que nossa vontade de democracia é imenso, mas, que nossa vontade de se fazer justiça é ainda maior.