Caros
amigos leitores do MUNDO CONTEMPORÂNEO, já não tenho mais
paciência e nem saco para ligar a TV em um programa jornalístico ou
em programas de entrevistas, aliás, já não tenho nem saco de ligar
a TV e assistir, se quer, um programa infantil.
Há pelo
menos duas semanas só o que vemos e ouvimos são notícias de
pessoas nas ruas, protestando ou reivindicando, e por mais que digam
que a pauta das manifestações é extensa, para mim são sempre os
mesmos assuntos. Más governantes, valor da passagem do transporte
público, corrupção, PEC 37, educação, saúde e segurança de
péssima qualidade, entre outros, até os gastos públicos com a
contrução e reforma de estádios para a Copa do Mundo, é motivo
para reclamações. Porém, o que me deixa mais triste e revoltado em
tudo isso é a intolerância, principalmente daqueles que se dizem a
favor dos protestos passivos. É, é isso mesmo. Perdemos o bom
senso. Sei que você deve tá me achando louco, ou, pelo menos tá me
chamando de ditador. Espero que essa não seja sua opinião, nem
muito menos, que essa seja seu ponto de vista em relação a mim.
Temos
visto, insistentemente, e amarguradamente, pelos meios de
comunicação, notícias de baderneiros, violência, quebra-quebra,
arrombamentos, depredação de bens públicos e privados. Sabemos que
a responsabilidade desses atos é de uma minoria infiltrada, porém,
atribuo todas essas infrações na conta, principalmente, dos que se
dizem líderes desses movimentos. Entra aqui a parte da intolerância.
Mesmo sabendo que os baderneiros estavam infiltrados nas passeatas,
nada foi feito pelos líderes para que eles fossem impedidos de
causar tanta destruição e violência. Nenhum desses “líderes”
teve a sensatez e a sensibilidade de ver e perceber que, se não
podiam fazer nada, pois, alguns diziam que tentaram parar esses
desordeiros, mas, que os mesmos ameaçavam mais violência, deveriam
ter suspendidos os protestos até terem achado uma maneira de
identificar esses vândalos, para poder, só depois, convocados novos
protestos.
Dia após dia, com os atos de selvageria se agravando, os
líderes de protestos “passivos”, foram intolerantes com Brasil e
tolerante com aqueles que praticaram e incentivaram a violência.
Ninguém pensou no próximo. Cansamos de ver muitos cidadãos, que
vinham de seu trabalho, serem submetidos a situações
constrangedoras e de extremo perigo no meio do trânsito. Falou-se
muito de democracia, de liberdade, mas as pessoas eram, de uma certa
forma, obrigados a participar. Sei que muitas pessoas, inclusive você
que está lendo esse meu artigo, devem está me criticando. Ótimo,
você tem todo direito, pois vivemos numa democracia. Por isso, saiba
que também tenho o direito de ter me decepcionado com os rumos
dessas manifestações.
Fica aqui o meu apoio a democracia, mas
também, fica aqui o meu repúdio a intolerância. Cidadania se faz
com consciência, respeito, propósitos e ideologia, não com
imposições, demagogias e desrespeito. Lembrem-se disso. Lembrem-se,
que o nosso maior protesto é feito no mais absoluto silêncio. É na
urna que gritaremos com mais força, com mais intensidade.