terça-feira, 25 de junho de 2013

De Saco Cheio

Caros amigos leitores do MUNDO CONTEMPORÂNEO, já não tenho mais paciência e nem saco para ligar a TV em um programa jornalístico ou em programas de entrevistas, aliás, já não tenho nem saco de ligar a TV e assistir, se quer, um programa infantil.
Há pelo menos duas semanas só o que vemos e ouvimos são notícias de pessoas nas ruas, protestando ou reivindicando, e por mais que digam que a pauta das manifestações é extensa, para mim são sempre os mesmos assuntos. Más governantes, valor da passagem do transporte público, corrupção, PEC 37, educação, saúde e segurança de péssima qualidade, entre outros, até os gastos públicos com a contrução e reforma de estádios para a Copa do Mundo, é motivo para reclamações. Porém, o que me deixa mais triste e revoltado em tudo isso é a intolerância, principalmente daqueles que se dizem a favor dos protestos passivos. É, é isso mesmo. Perdemos o bom senso. Sei que você deve tá me achando louco, ou, pelo menos tá me chamando de ditador. Espero que essa não seja sua opinião, nem muito menos, que essa seja seu ponto de vista em relação a mim.
Temos visto, insistentemente, e amarguradamente, pelos meios de comunicação, notícias de baderneiros, violência, quebra-quebra, arrombamentos, depredação de bens públicos e privados. Sabemos que a responsabilidade desses atos é de uma minoria infiltrada, porém, atribuo todas essas infrações na conta, principalmente, dos que se dizem líderes desses movimentos. Entra aqui a parte da intolerância. Mesmo sabendo que os baderneiros estavam infiltrados nas passeatas, nada foi feito pelos líderes para que eles fossem impedidos de causar tanta destruição e violência. Nenhum desses “líderes” teve a sensatez e a sensibilidade de ver e perceber que, se não podiam fazer nada, pois, alguns diziam que tentaram parar esses desordeiros, mas, que os mesmos ameaçavam mais violência, deveriam ter suspendidos os protestos até terem achado uma maneira de identificar esses vândalos, para poder, só depois, convocados novos protestos.
Dia após dia, com os atos de selvageria se agravando, os líderes de protestos “passivos”, foram intolerantes com Brasil e tolerante com aqueles que praticaram e incentivaram a violência. Ninguém pensou no próximo. Cansamos de ver muitos cidadãos, que vinham de seu trabalho, serem submetidos a situações constrangedoras e de extremo perigo no meio do trânsito. Falou-se muito de democracia, de liberdade, mas as pessoas eram, de uma certa forma, obrigados a participar. Sei que muitas pessoas, inclusive você que está lendo esse meu artigo, devem está me criticando. Ótimo, você tem todo direito, pois vivemos numa democracia. Por isso, saiba que também tenho o direito de ter me decepcionado com os rumos dessas manifestações. 
Fica aqui o meu apoio a democracia, mas também, fica aqui o meu repúdio a intolerância. Cidadania se faz com consciência, respeito, propósitos e ideologia, não com imposições, demagogias e desrespeito. Lembrem-se disso. Lembrem-se, que o nosso maior protesto é feito no mais absoluto silêncio. É na urna que gritaremos com mais força, com mais intensidade.

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